A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/04/2022
É possível afirmar que a mobilidade urbana no Brasil caminha para um caos crescente. Tendo em vista suas motivações, o aumento da utilização de automóveis particulares pode ser apontado como o principal motivo para a crise que se enfrenta. Questões como a infraestrutura e condições do transporte público atual e até mesmo a cultura nacional frente à questão do trânsito devem ser salientados neste contexto.
Sob esse viés, vale destacar a negligência governamental como impulsionador desse impasse. Na obra “Uma teoria da justiça”, do filosofo americano Jonh Rowls, o autor diz que um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para todos os setores. No entanto, tal pensamento difere da realidade brasileira, uma vez que tal conduta ainda é deturpada. Pensando nisso, esse panorama é observado pelo fato de que o governo ainda exerce papel passivo sobre iniciativas que podem contribuir para a massificação de meios para diminuir essa entrave, como a criação de mais ciclovias em centros urbanos e transporte público para todos. Dessa maneira, a omissão de tais ações dificulta a resolução do problema.
Pode-se também atribuir como causa do desconforto móbil-urbano o problema das bases de organização e conforto de transportes públicos. É difícil rodear metrópoles como São Paulo sem utilizar meios locomotores como ônibus,trem e metrôs extremamente lotados, assim, ainda permanece a ideia popular que carros ou motocicletas são melhores; o que contribui para índices como os do Observatório das Metrópoles, que indica que de 2002 a 2012 a população brasileira cresceu 12,2%, enquanto o número de veículos 138,6%, uma desproporcionalidade absurda.
Além disso, tais órgãos devem apresentar palestras publicitárias com agentes de instruções em escolas da rede de ensino, afim de incentivar as pessoas a aderir ao uso de bicicletas e do transporte público para a circulação diária. Desse modo, tais ações contribuem para diminuir a crise de mobilidade urbana e melhora a circulação nas cidades.