A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/04/2022
A gestão governamental de Juscelino Kubitscheck visava evoluir “50 anos em 5” a industrialização no Brasil, incentivando o uso de rodovias como principal meio ao escoamento de produtos. Entretanto, tal herança enraizada desse período acarreta na crescente crise da mobilidade urbana brasileira, sendo impulsionada pela superlotação nos transportes públicos e interferindo diretamente na qualidade de vida da população. Essa situação requer a urgente adoção de medidas à reversão do percalço.
Nesse sentido, a ausência na disponibilidade nos transportes públicos evidenciam a má gestão a respeito da mobilidade. Segundo a urbanista Joice Berth, a carrocracia consiste no privilegio de infraestrutura e domínio espacial que favorece o uso dos carros. Não obstante a tese citada, os terriveis congestionamentos no tráfego e superlotação de ônibus, por exemplo, decorrem principalmente pelo grande número de veiculos particulares e seu incentivo, de forma oculta, pela os governantes atuais. Dessa forma, suprimir condições adequadas é dar margem a expansão da marginalização.
Outrossim, a escassez de ciclovias e meios de transporte alternativo pejudica a efetivação da mobilidade urbana. Apesar do país dispor de medidas jurídicas que assegure o transporte como um direto social inalienável -Artigo 6º da Constituição Federal- o que ocorre na prática é a distopia de tal inciso, uma vez que a construção de medidas que facilitem a locomoção, como a ampliação do número de ciclovias, vem em decaímento constante, de acordo com pesquisa feita pelo IBOPE em 2015. Logo, torna-se evidente o quão atrasado é o Estado brasileiro quando se trata de soluções inteligentes para viabilizar a fluidez de locomoção.
Portanto, medidas são necessárias a fim de mitigar a crescente crise da mobilidade urbana brasileira, seus efeitos e implicações. Dessa forma, cabe as gestões públicas, utilizando de otimização nos investimentos do setor, possibilitar a modernização e a diversificação de frotas de transporte, como por exemplo o aumento de ciclovias e ciclofaixas, com o fito de impulsionar a melhor rotatividade urbana e facilitar a locomoção que interfere diretamente na qualidade de vida populacional.