A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/04/2022
Na década de 50, Juscelino Kubtscheck aplicou a política desenvolvimentista que favoreceu a entrada do capital estrangeiro, em especial no meio automobilístico.No entanto, tal prática desenvolveu uma crise crescente na mobilidade urbana nacio-nal contemporânea. Logo, avalia-se a falha do Estado somada aos efeitos dessa cruel temática na atualidade.
Primordialmente, é válido ressaltar a insuficiência estatal nessa questão. De acor-do com o filósofo John Locke, na sua teoria do Contrato Social, é dever dessa insti- tuição assegurar a qualidade de vida da população. Todavia, a ausência de políticas públicas eficientes no âmbito mobilístico gera o afastamente desse ideal, uma vez que os transportes alternativos, como o ônibus e a bicicleta, não são seguros e efitivados devido a essa escassez, sobrecarregando o meio automobilístico e preju-dicando o bem-estar na nação com longos congestionamentos e o estresse nesse meio. Provando, portanto, a impiedosa causa política desse tema.
Outrossim, por consequência da política de JK, observa-se que a escolha histórica pelo meio automobilístico gera efeitos negativos. Com isso, seguindo a política de-senvolvimentista suprecitada, é importante ressaltar que, segundo o IBGE, existem mais de 100 milhões de carros no Brasil. Nesse viés, sendo a queima de combus-tíveis fósseis o principal instrumento desse tipo de veículo, nota-se o problema que ele gera, pois esse processo emite gases muito tóxicos (como o CO2) prejudiciais à saúde por intensificarem doenças respiratórias e a poluição do planeta. Logo, ficam claras as cruéis consequências dessa crise mobilística brasileira.
Destarte, é indubitável que a crescente crise na mobilidade urbana é ruim para o Brasil. Por isso, cabe ao Estado (como órgão promotor da coesão social) desenvol-ver ações que minimizem esse entrave, por meio de políticas públicas que ampliem a diversidade na matriz veicular brasileira, a fim de encerrar a falha estatal nesse tópico. Ademais, a mídia deve criar propagandas educativas, por intermédio dos meios de comunicação, como a televisão e a internet, com o objetivo de educar a nação sobre essa crise, incentivando-a a utilizar outros meio de transporte no lugar do carro. Afinal, com essas medidas, o Brasil diminuirá a triste crise mobilística atual com um progresso diferente e mais eficiente do feito por JK nessa questão.