A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/04/2022

É inquestionável que a mobilidade urbana é essencial para a vida de quase toda a população brasileira. Mas com o passar dos anos, é aparente que uma certa crise, relacionada com a mobilidade urbana, vem se criando e crescendo. A degradação do meio-ambiente e o aumento do tempo de locomoção nas cidades são aspectos que sofrem influência dessa crise, que tem como principal causa o aumento no número de carros em circulação ao redor do país.

Primeiramente, as ações humanas têm influência no meio-ambiente há muito tempo. Carros e motos, principais meios de transporte na mobilidade urbana, são grandes poluidores do ar urbano, sendo responsáveis por aproximadamente 70% do total de emissão de gases do efeito estufa, enquanto realizam o transporte de apenas 30% da população. Dois exemplos de meios de transporte que são boas alternativas ao uso de carros e motos são os ônibus e as bicicletas. Os ônibus, apesar de poluírem tanto quanto os carros, podem transportar um número muito maior de pessoas ao mesmo tempo; as bicicletas, por não usarem gasolina e substâncias do gênero, não poluem o meio-ambiente e são consideradas o meio de transporte mais ecológico.

Segundamente, quanto mais carros e motos na rua, mais demorada se torna a locomoção dentro da cidade. Isso gera diversas consequências, como possíveis atrasos para compromissos, maior gasto de gasolina e um motivo de estresse para algumas pessoas, o que pode acarretar em acidentes e brigas no trânsito, algo que é bem comum no Brasil. Mas também é necessário levar em conta que o transporte público também tem seus defeitos, como atrasos frequentes e maior risco de assaltos e roubos.

Logo, é possível notar que os meios de transporte mais comuns, carros e motos, trazem diversos malefícios, mas não é fácil achar uma solução viável para esses problemas. Portanto, cabe a Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, responsável por gerir e desenvolver a mobilidade urbana no Brasil, investir em tecnologias para o transporte público, com a finalidade de tornar o uso de carros e motos menos frequente, para assim, conseguir proteger o meio-ambiente e as pessoas.