A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 29/04/2022
Mobilidade urbana pode ser entendido como o trânsito de pessoas nos espaços urbanos, seja de maneira individual, seja coletiva. Sem dúvida, esse conceito é essencial no planejamento da cidade, pois influencia diretamente na qualidade de vida dos cidadãos. Os desafios que fazem com que a mobilidade urbana não seja efetivada são o aumento da quantidade de automóveis e a péssima qualidade dos transportes públicos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar medidas para a solução desse quadro.
A princípio, a quantidade de automóveis individuais interfere bastante a condição do tráfego nas estradas do Brasil. Segundo a edição do 2019 do Mapa da Motorização Individual no Brasil, o país chegou a uma frota superior de 67,5 milhões de carros. Portanto, é notório o aumento do congestionamento, principalmente nas grandes cidades como São Paulo, o que dificulta a locomoção de qualquer tipo de automóvel.
Além disso, os transportes públicos são uma boa forma de melhorar o trânsito, porém, estão em péssimas condições e ficam frequentemente lotados. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Clima e Sociedade, dos três mil entrevistados, 51 por cento disseram que pretendem comprar um carro nos próximos três anos, pois não gostam e não se sentem a vontade de andar de ônibus. Em síntese, existe uma visão de carro como objeto de desejos, o que mostra uma rejeição por transportes coletivos.
Logo, medidas públicas devem ser tomadas para alterar esse cenário. Certamente, é fundamental que o Ministério da Infraestrutura crie mais ciclovias, pois além das bicicletas serem excelentes para melhorar a mobilidade urbana, ainda não agridem o meio ambiente. Além disso, é preciso criar campanhas de conscientização sobre a importância do transporte coletivo, por meio de aulas e palestras gratuitas, a fim de melhorar a locomoção nas cidades. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora da mobilidade urbana no Brasil.