A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 30/04/2022
Em uma das estrofes da música " construção", a frase “Morreu na contramão atrapalhando o tráfego “, usada por Chico Buarque, serve para denunciar a importância mínima que se dá à vida em detrimento do fluxo no trânsito. Tal situação retratada acaba gerando uma crescente e caótica crise na mobilidade urbana brasileira. Faz-se, assim, necessária uma análise de como surge essa problemática e as suas consequências, a fim de propor medidas que, defato, a combatam.
Em uma primeira observação, é importante dizerque a origem do problema se dá no início da implantação das rodovias no país. Com o plano desenvolvimentista “50 anos em 5” do governo Juscelino Kubitscheck criaram-se várias rodovias pelo país, porém de forma rápida e desorganizada. Com isso, a falta de planejamento gerou um roteiro descompassado de caminhos que, quando se cruzam, geram congestionamentos.
Ademais, é válido salientar que a degradação ambiental é uma das principais consequências desse amontoado de motores. Como o Brasil não possui um sistema de transporte público de qualidade, a quantidade de poluentes que, por exemplo, se liberaria ao usar um ônibus é multiplicada em 40 vezes, pois as pessoas preferem usar os carros próprios. Tal fato é preocupante pois o país está em sétimo lugar no ranking de maiores emissores de CO2 segundo o site “WRI Brasil”. Com isso, a qualidade de vida dos habitantes é comprometida a curto e longo prazo.
Diante disso, é imprescindível que a problemática relacionada à mobilidade urbana seja cessada. Para isto, cabe ao Governo federal, juntamente aos estaduais e municipais , uma reforma no sistema de transporte brasileiro. Tal medida deve ser feita por meio de reformas
funcionais nas rodovias que melhorem o fluxo e a implantação de transportes públicos de qualidade. Para que, desta forma, o uso de transportes coletivos seja preferido pela população.