A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 08/06/2022
Durante o governo JK, nos anos 60, o projeto desenvolvimentista teve grande repercussão nacional, pois almejava a contrução de rodovias em grande parte do país. Entretanto, tal euforia resultou em consequências futuras à mobilidade urbana no Brasil, visto que o não planejamento adequado gerou a precariedade de locomoção popular. Dessa maneira, analisar o impacto econômico e a negligência quanto ao investimento em outros modais de transporte é necessário.
Em primeiro plano, vale mencionar que a ausência de mobilidade interfere na economia da nação. De forma histórica, países com desenvolvimento urbano acelerado se formaram sem planejamento e, por isso, possuem regiões periféricas longe dos grandes centros, oposto aos países com planejamento urbano. Neste sentido, grande parte dos trabalhadores precisam sair de suas casas mais cedo e, vinculado a isso, enfrentam congestionamentos e imobilidade no trânsito. Tal situação contribui para um desgaste físico e mental do empregado antes mesmo da sua jornada efetiva na empresa e, como consequência, um rendimento abaixo do esperado, o que gera a perda de 4% do PIB, em média, segundo o site G1.
Em segunda análise, a predoniminância de um modal de transporte é evidente. Como o Brasil possui uma grande malha rodoviária, modais de transporte terrestre, como caminhão e carro, são mais requisitados pela população. Porém, por ser um país de dimensões continentais, cada região possui uma especificidade no relevo e no clima, o que colabora para que as rodovias não sejam tão efetivas como em outros locais. Logo, a necessidade de diversas formas de locomoção pelo país fica restrita as estradas e resulta na compra massiva de carros particulares, pois, conforme o Denatran, o Brasil possui 1 carro para cada 4 habitantes.
Portanto, fomentar uma visão oposta a do governo JK é preciso. Sendo assim, o Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com instituições privadas com foco em mobilidade, deve investir na ampliação de estruturas para outros modais. Tal investimento ocorerrá por meio de dados fornecidos pelos estados - que também poderão orientar sobre as condições morfoclimáticas para a análise um deslocamento efetivo -, e priorização de locais com maior prejuízo modal e social, a fim de reduzir a crise da mobilidade brasileira.