A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/10/2022
Precariedade do transporte público, falta de planejamento urbano, “carrocentrismo”, rodoviarismo. Diversos são os fatores históricos e atuais que contribuem com problemas socioeconômicos. Dessa forma, é necessário encontrar soluções a fim de mitigar essa crescente crise.
Primeiramente, o “carrocentrismo” pode ser entendido como o culto ao carro a fim de demonstrar desenvolvimento e investimento em automóveis, cultura que foi valorizada no Governo de Juscelino Kubitschek. Nesse governo, houve grandes investimentos na indústria automobilística com o objetivo de promover aumento da economia brasileira. Entretanto, apesar de grandes investimentos nesse setor, a infraestrutura rodoviária não acompanhou o crescimento da aquisição desses automóveis e tem causado colapso rodoviário nas cidades. Assim, atrasos de pessoas e produtos se tornam cada vez mais frequentes e distanciam a mobilidade urbana funcional da realidade brasileira.
Ademais, o transporte é um direito do brasileiro que está expresso no artigo 6 da Constituição Brasileira de 1988, mas esse direito não é exercido por muitos pois a precariedade e a dificuldade dos transportes públicos também promovem a segregação socioespacial de pessoas, dessa maneira, tornando a mobilidade urbana um problema que colabora para a desigualdade, visto que, por exemplo, pessoas que moram em áreas periféricas são privadas de frequentar determinados lugares e de usufruir de alguns direitos.
Portanto, com o objetivo de melhorar o transporte público e de desconstruir a cultura carrocêntrica no Brasil, é necessário que o Ministério da Infraestrutura em parceria com empresas privadas e com secretárias estaduais e municipais de transporte, invistam na qualidade e na vaariedade de modais. A exemplo do que foi feito por Henrique Penãlosa, em Bogotá, ao investir na infraestrutura para bicicletas, pedestres e ampliar o funcionamento de metrôs e ônibus. A promoção de palestras em instituições de ensino também é indispensável para que haja conscientização das consequências do carrocentrismo e da importância do transporte público, essa medida só é possível por meio da parceria do Ministério das Comunicações com o Ministério da Educação.