A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 23/07/2022

Em 1919, foi aberta no Brasil a primeira indústria automativa, nos primeiros anos os veículos produzidos eram pouco acessíveis. Entretanto, no governo de Juscelino Kubitschek, entre 1956 e 1961, o comércio desses automóveis foram estimulados pelo governo e difundidos na sociedade brasileira. Nesse contexto, entende-se que junto ao crescimento desenfreado dos centros urbanos, essa alta comercialização de automóveis gerou impactos na mobilidade urbana brasileira, que provocou uma verdaira crise no modo de como a população se locomove e vive nas cidades. Nes-se sentido, torna-se primordial entender tanto a origem dessa crise no Brasil quan-to seu impacto na qualidade de vida da população.

Em primeiro lugar, cabe pontuar que a grande maioria das cidades brasileiras não possuíram nenhum tipo de organização ou planejamento durante as suas expan-sões. Tal fator, pôde ser observado em cidades como Recife onde a falta de plane-jamento levou a cidade a investir apenas em construção de rodovias, excluindo a possibilidade da utilização de sistemas hidroviários, que seriam altamente eficiên-tes devido os rios que cortam a cidade. Dessa forma, sobrecarregando as vias cri-ando uma crise na mobilade urbana e tornando Recife a capital mais congestiona-da do Brasil, de acordo com o índice “Trafic Index” da empresa “Tom-tom”.

Por outro lado, nota-se que nos centros urbanos a falta de meios de deslocamento gera um desgaste da qualidade de vida da população, que precisa se submeter a trânsitos intermináveis e muitas vezes a transportes coletivos extremamente lota-dos. Tal observação, se faz presente em meio ao dia a dia da população brasileira que mesmo utilizando os meios mais recomendados para as grandes cidades, os transportes coletivos, acabam sofrendo desgastes ao seu bem-estar a medida que tais meios encontram-se sucateados, devido falta de esforços dos governantes pa-ra um aperfeicionamento da mobilidade urbana.

Portanto, diante desses fatores, é de extrema importância que a mobilidade urba-na seja restabelecida. Para isso, é preciso que o Ministério do Desenvolvimento Re-gional, que tem o papel de desenvolver as cidades brasileiras, intensifique as ver-bas da união para um investimento nas infraestruturas metroviárias e cicloviárias dos centros, afim de que seja garantido uma mobilidade eficiente nas cidades.