A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 18/08/2022

No governo de Juscelino kubitschek (JK), em meados do século XX, por meio de seu projeto desenvolvimentista, foi incentivado a entrada de indústrias automobilísticas e construções de rodovias no Brasil. No hodierno, nas grandes cidades, houve um significativo aumento populacional, aumentando também a demanda da frota veicular no país, causando desorganização e caos urbano, haja vista que tal problemática ocorre pela falta de planejamento por parte dos governantes associado a precarização dos sistemas públicos de transporte urbano.

Primeiramente, no contexto associado a falta de planejamento dos governantes como agravante da problemática supracitada corrobore essa situação. Para Émile Durkheim, filósofo e sociólogo francês, a sociedade é como um organismo vivo no qual, caso um órgão falhe, o sistema inteiro, eventualmente entrará em colapso. Nesse sentido, sendo o planejamento estratégico na mobilidade urbana parte do organismo proposto pelo filósofo, é evidente, que sem investimento neste setor, posteriormente, leva à falha na comunidade como um todo. Dito isso, são necessárias medidas que satisfaçam o deslocamento das pessoas pela cidades.

Outrossim, é válido postular que a falta de transporte coletivo eficiente impulsione esse revés. Sob essa ótica, o sucateamento dos veículos, acrescido aos problemas de superlotação e lentidão, devido aos congestionamentos, afasta os cidadãos do transporte coletivo, dando preferência a carros individuais. Para Immanuel Kant, em sua teoria do Imperativo Categórico, dizia que o homem deve ser tratado não como algo de valor, mas sim dotado de dignidade. Nesse sentido, o óbice social quanto a deficiência no transporte coletivo, precisa ser sanada, visto que tal complicações afeta a população como um todo. Logo, medidas devem ser tomadas para melhorar essa situação.

Portanto, a crise na mobilidade urbana é um tema relevante e carece de soluções. Sendo assim, cabe ao Poder Executivo, por meio do Ministério do Transporte, investir no melhoramento do serviço de transporte, expandindo e integrando diferentes meios de locomoção com a construção de linhas férreas e ciclovias, bem como o incentivo ao uso de bicicletas com a construção de ciclofaixa.