A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 01/11/2022

Nos dias atuais, a mobilidade urbana é um fator crucial na composição de uma cidade eficiente e integrada. Dessa forma, a sua precarização gera problemas em toda sociedade, sendo necessário uma investigação a fundo sobre sua origem e os problemas causados.

Em princípio, o problema da mobilidade urbana brasileira tem como principal origem a falta de planejamento das cidades, advindas, sobretudo, da invasão dos colonizadores portugueses em 1500. Posterior a esse acontecimento, as cidades foram crescendo desordenadamente, sendo construídas para comportar pedestres e carruagens, com ruas estreitas e de pouco acesso, fato que pode ser observado ainda nos dias de hoje nas cidades que foram berço da colonização, como Recife e Rio de Janeiro. Visto isso, torna-se explícito a necessidade de se otimizar e reduzir o número de veículos circulantes, por conta, principalmente, da falta de espaço físico nos grandes centros urbanos.

Ademais, essa falta de planejamento gera, em nossa sociedade atual, um desgaste diário, tanto físico quanto mental, na vida de todo brasileiro. De acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), cada pessoa gasta, em média, 2 horas do seu dia no trânsito, sendo equivalente a 1 dia a mais de trabalho a cada 4, fator contribuinte no desenvolvimento de diversas enfermidades como doenças cardíacas, pressão alta e ansiedade, devido ao grande número de horas que passam sentadas. Dito isso, se torna evidente os graves danos que a falta de fluidez no deslocamento gera e que deve ser tratado como uma prioridade.

Dessa forma, é de suma importância que o Estado brasileiro, em parceria com as empresas de transporte, busquem aumentar o número e a eficiência dos transportes públicos, investindo em novas linhas férreas e de metrô, como também aumentando a quantidade de veículos circulantes e faixas exclusivas, para assim desafogar as estradas e otimizar a mobilidade urbana brasileira.