A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 30/09/2022

No romance Amor e Gelato, os personagens Lina e Lorenzo apresentam diversas dificuldades ao se locomover pela cidade de Florença, na Itália, devido à grande presença de pessoas e scooters em ruas estreitas e mal pavimentadas. Fora da ficção, problemas de mobilidade urbana também são recorrentes na sociedade brasileira, causados pela ineficiência governamental e pelo consumo excessivo.

Em primeiro plano, a teoria do Contrato Social, de John Locke, afirma que é dever do Estado assegurar à população seus direitos, tal como locomover-se em vias públicas. Entretanto, o pensamento do filósofo não se expressa no Brasil hodierno, uma vez que engarrafamentos, pistas asfaltadas precariamente e falta de sinalização adequada se fazem presentes no cotidiano popular, gerando potenciais acidentes e, consequentemente, a morte dos envolvidos. Isso demonstra, portanto, que o Governo Federal não cumpre com suas obrigações e gera entraves na vida dos cidadãos.

Outrossim, durante o governo de Juscelino Kubitschek e a sua proposta governamental de 50 anos em 5, a indústria automobilística desenvolveu-se em decorrência dos investimentos realizados nesse período, aumentando a produção e venda de veículos. Ainda no século seguinte, os efeitos de tal proposta ainda se fazem presentes no corpo social brasileiro, dado o elevado número de automóveis encontrados trafegando por ruas e avenidas do país, o que causa uma dificuldade no deslocamento e configura um problema de mobilidade com o qual os habitantes têm de lidar.

Destarte, é imprescindível que o Ministério da Infraestrutura, órgão federal responsável pelo trânsito e locomoção, atue na melhoria dos transportes e vias públicas, por meio de investimentos em reformas e contratação de novos funcionários, para garantir maior estabilidade aos brasileiros em seu cotidiano e fazer com que situações como a representada em Amor e Gelato não sejam mais frequentes na sociedade.