A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 02/10/2022
Com o aumento exponencial da urbanização no território brasileiro, decorrente da grande expansão do setor terciário na década de 1970, muitos desafios são enfrentados diariamente pela população, dentre eles, destaca-se a ineficiência da mobilidade urbana nas cidades brasileiras gerada pelo excesso de veículos nas vias públicas. Tendo em vista essa condição, não só é importante salientar as causas de tal problemática, como também faz-se necessário demonstrar suas consequências.
Primeiramente, é fundamental compreender que há um incentivo indireto à utilização de automóveis nos centros urbanos, o qual é gerado, principalmente, pela péssima e ineficaz estrutura do transporte público no país. Assim, os cidadãos que possuem condições financeiras suficientes para adquirir um automóvel não possuem dúvidas quanto ao custo-benefício da compra.
Vale ressaltar também que são indubitáveis os impactos negativos do excesso de veículos motorizados na mobilidade urbana, dentre eles, destaca-se o prolongamento das jornadas de trabalho, fenômeno que a longo prazo reduz a qualidade de vida dos trabalhadores urbanos e restringe, muitas vezes, a experiência profissional e familiar destes indivíduos. Dessa forma, torna-se evidente um empecilho no desempenho profissional e na perspectiva de vida desses cidadãos.
Portanto, é indispensável que haja mudanças nos sistemas de transporte público e planejamento de tráfego para que o excesso de automóveis deixe de prejudicar a mobilidade urbana. Desse modo, o Governo Federal, através de parcerias com as principais companhias de transporte público, como a SPTRANS, deve uniformizar o acesso ao transporte por todo território nacional e, com a utilização de impostos já existentes, investir fortemente no aumento de número e qualidade das frotas de transporte, como ônibus, metrôs, trens, monotrilhos, etc.