A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 11/11/2022

Em meados do século XIX, o modelo Fordista, comandado por Henry Ford, caracterizou-se pela produção de carros, em que esses se popularizaram rapidamente. Paralelamente, em tempos atuais, o Brasil tem sofrido a crescente crise na mobilidade urbana, interferindo a vida cotidiana dos brasileiros. Tal fator é agravado a partir da monopolização do meio de transporte e da ausência de infraestrutura adequada.

Sob essa análise, o aumento gradativo de congestionamento no trânsito brasileiro está diretamente associado ao consumo. Atualmente, a sociedade vive em mudança e adaptação. Nesse interím, a influência tem grande poder na decisão do cidadão, além de apoiar o comportamento consumista. Dito isso, a aquisição e o uso de automóveis muitas vezes não está ligada à necessidade, mas sim ao ato compulsivo de consumo. Para consolidar-se o argumento, vale ressaltar a ideia de Zygmunt Bauman, em que as pessoas e seus comportamentos estão em constantes alterações.

Em paradoxo, o mundo também tem evoluído de forma rápida. Porém, consequentemente, problemas como a crise na locomoção sobrecarregam-se e não são solucionados instantaneamente. Em cidades grandes, apesar de haver outras opções transporte, é recorrente a imobilização no trânsito. Esse fator é incompatível com a infraestrutura brasileira que não foi previamente planejada para suportar um evento de tamanha proporção, uma vez que a concentração e localização dos principais pontos urbanos encontram-se instalados em um mesmo âmbito regional.

Portanto, para alterar o quadro presente, cabe ao Ministério da Infraestrutura definir estretégias para amenizar a crise na mobilidade urbana. Logo, através do redirecionamento de impostos pagos pelos brasileiros em pedágios, deve ser feito um novo mapeamento que disperse os centros/locais de maior fluxo entre bairros e regiões nos municípios. Além disso, fica a cargo do Ministério das Comunicações promover a divulgação de outras opções de locomoção por meio de propagandas televisivas e redes sociais, no intuito de garantir uma fluência tranquila entre os cidadãos no trânsito.