A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 08/11/2022

De acordo com os dados divulgados pela federação das indústrias do Rio de Janeiro, o valor estimado foi de 111 bilhões de reais do que deixou de ser produzido na economia devido ao tempo perdido, nos deslocamentos feitos em 37 áreas metropolitanas do país. Nesse sentido a crescente crise na mobilidade urbana brasileira tem como causa a precariedade do transporte público e encontra espaço na priorização de interesses financeiros.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a precariedade do transporte público. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre temas coletivos, como a questão da crescente crise na mobilidade urbana brasileira, é preciso investimento massivo. Como há uma lacuna financeira no que tange ao problema, sua erradicação tem sido complicada.

Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de indústria cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural. Diante dessa perspectiva, problemas como o da crescente crise na mobilidade urbana florescem em virtude da supremacia de interesses financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções. Assim tem-se a objetificação de sujeitos e de práticas sociais como consequência, o que acaba por agravar o problema e dificultar a sua erradicação, como já preconizou o filósofo.

Faz-se necessário, portanto, que os governos estaduais, em parceria com as prefeituras, passem a focalizar o investimento em infraestrutura para questões urgentes, como a crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Havendo maior direcionamento de verba, a infraestrutura do espaço público pode ser melhorada e, consequentemente, a qualidade de vida dos cidadãos, que passarão a usufruir mais intensamente do transporte público para realizar suas atividades cotidianas. Desta forma,o Brasil poderá superar a crescente crise na mobilidade urbana brasileira.