A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/11/2022
De acordo com o Constituição Federal de 1988, a mobilidade urbana é um crescente instrumento para o desenvolvimento nacional e tem, por característica, a movimentação de pessoas e mercadorias. Nesse sentido, há um crescimento desgovernado de transportação em relação à capacidade que uma cidade possui de lidar com tamanha mobilidade. Por esse motivo, é possível observar crises sociais e econômicas causadas pela incapacidade da região conseguir lidar com essa necessidade.
Inicialmente, devido ao crescimento do espaço urbano e do consequente distanciamento entre um local e outro, a sociedade se tornou altamente dependente da mobilidade urbana para se locomover podendo, por exemplo, perder horas do dia esperando um transporte público. Com isso, a Associação Nacional do Consumidor afirma que Recife é a capital onde, nas paradas, a espera do ônibus é maior causando desafios ao cidadão, principalmente por conta da instabilidade na previsão de chegadas do ônibus.
Ademais, pela dificuldade de transportar trabalhadores e materiais para comércio e/ou industrialização, a econômia se torna, também, altamente influenciada pela capacidade da mobilidade urbana. Nesse caso, por exemplo, é notável que, devido aos atrasos dos transportes, industrias de alimentos congelados ficam no prejuízo por perdas de produto por causa da demora e do aumento de temperatura. Sendo assim, o ato de perder produtos que necessitam de agilidade na transportação pode trazer uma crise social no consumo desses produtos, principalmente pelo aumento da demanda e dos preços.
Certamente, é extremamente importante que medidas sejam tomadas para prevenir que a crise se estenda no meio econômico e social. Para isso, o Ministério da Infraestrutura –responsável por planejar reformas e controlers estruturais do país– precisa priorizar a reformulação e a criação de novas vias com o intuito de melhorar na transportação de indivíduos e mercadorias, trazendo mais agilidade para evitar efeitos indesejados na economia e na sociedade.