A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/11/2022

Ao dizer que o Brasil não é para principiantes, o maestro e compositor Tom Jobim se referia às diversas mazelas sociais enfrentadas pela população brasileira. Relacionando-se a assertiva do músico com a contemporaneidade, observa-se a veracidade dessa máxima, vista a incidência de problemáticas insignes no país, como a crescente crise na mobilidade urbana. Nesse sentido, através da análise dos fatores sociais e governamentais que permeiam esse impasse, urge traçar medidas para combatê-lo.

A piori, salienta-se que a coletividade brasileira é pautada por um modelo precocentuoso e egocêntrico, no qual os interesses individuais se sobrepõem em detrimento dos comunitários. Nessa perspectiva, ao analisar a conjuntura da sociedade pela visão do antropólogo Claude Lévy-Strauss, o qual afirmou que a interpretação do coletivo deve ocorrer por meio do entendimento das forças que estruturam a civilização, como eventos históricos e sociais, depreende-se que, no Brasil, o crescente número de carros no tráfego nacional e, por conseguinte, a crescente dificuldade de locomoção populacional, se dá por conta do caráter egoísta e individualista dos cidadãos. Nesse ponto de vista, isso se deve por conta do preconceito dos indivíduos mais abastados diante da utilização dos transportes coletivos, uma vez que, guiados por estigmas sociais, acreditam que esse tipo de meio de transporte