A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/11/2022
No limiar do século XX, impulsionada pela vanguarda futurista, o governo de Juscelino Kubitschek (JK) implementou a expansão industrial, tendo como característica a expansão de rodovias por todo o país. Com efeito, tal ação reproduz grande impacto na crise mobilística no Brasil atual, em que há a necessidade de se combater não só a falta de modernização no tráfego, como também a omissão estatal.
Diante de tal cenário, a falta de tráfegos intermodais- a junção de hidrovias, ciclovias, aeroportos- afeta diretamente a crescente crise da mobilidade, em que há o grande acúmulo de um só meio de locomoção, aumentando o fluxo e a insatisfação popular. Segundo o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), 59% da população da cidade de São Paulo é favorável para o efetivo aumento de ciclovias e ciclofaixas, em 2015, tornando um cenário propício à modernização dos meios de locomoção. Dessa forma, não há dúvida que a falta de meios alternativos contribuem para a existência da problemática.
Outrossim, a inoperância estatal em propiciar um ambiente seguro com preceitos na melhoria do país, revela uma omissão e ineficiência do órgão cumpridor de direitos. Sob tal óptica, o pensamento do filósofo Bauman, em que as Instituições modernas são “Zumbis”, ou seja, instituições que não deixaram de existir, mas não cumprem seu papel, análogo ao atual cenário governamental, que influencia na crise mobilística e mantendo as mesmas características do governo JK, resultando em um país de atraso moderno e tecnológico.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Infraestrutura, através de políticas públicas, deve criar um projeto que aumente os meios de mobilização, os intermodais, e incentivar a população, com cartazes e propagandas, a utilizarem outros transportes para se locomoverem, assegurando uma variedade no sistema de tráfego urbano. Tais ações devem alterar a crise de mobilidade, garantindo um ambiente mais seguro e moderno.