A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/11/2022
O socíologo polonês, Zigmunt Baumam, disserta em sua obra “Globalização a as consequências humanas” que a sociedade caminha para uma desordem mundial, causada, sobretudo, pela falta de controle do Estado. Essa má gestão das instituições de poder, pode ser percebida, por meio da crise atual da mobilidade urbana no Brasil que têm, por consequência, o aumento da poluição e a falta de estrutura nos transportes públicos nacionais.
Em primeira análise, é válido ressaltar que no período da Revolução Industrial, na Europa Ocidental, ocorreu a ampliação da poluição atmosférica nos centros urbanos como resultado do expoente aumento das indústrias e linhas de produção. Esse fênomeno, persiste na questão atual da mobilidade urbana, pois quanto maior se torna o volume de veículos que transitam nas rodovias diariamente, maior é a emissão de gases poluentes provenientes desses automóveis, para a atmosfera.
Uma das alternativas para o desbloqueio e fluxo normal das rodovias do país seria a adesão da população ao transporte público. Porém, um dos obstáculos, para que essa condição torne-se factível é a carência de segurança nas linhas públicas brasileiras que sofrem diariamente com casos de furtos ou mortes. Essa realidade amedronta a população e faz com que o indivíduo procure um meio próprio de transporte para o seu seguro deslocamento.
Verifica-se, portanto, a urgência da questão da mobilidade urbana no Brasil. O Ministério da Infraestrutura em parceria com as companhias de ônibus deve fiscalizar e aperfeiçoar as condições dos transportes públicos por meio de novas frotas e dispositivos de segurança, como câmeras e botões de emergência para cada passageiro o que auxiliaria na proteção de cada indivíduo e, por consequência, na maior aderência aos meios de transporte comunitário. Somente assim, o problema da mobilidade será superado e a “ordem mundial” será alcançada a partir da iniciativa de cada nação.