A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 05/05/2023
Em setembro de 2015 foi promulgada a Emenda Constitucional que garantia o transporte como direito social. A partir disso, entende-se como primordial analisar fatores pra contribuir na confirmação desse direito, uma vez que existe um defici-tário sistema de mobilidade, expressado na limitação do fluxo e na sobrecarga do espaço. Nesse sentido, é evidente que tal situação ocorre devido ao descrédito em relação aos transportes públicos e ao incentivo ao consumismo.
Em primeira análise, convém ressaltar sobre como a falta de investimentos contri-bui para a precariedade da situação. Acerca disso, pode-se citar sobre a criação do meio de locomoção coletivo, quando Blaise Pascal, com intuito de facilitar a vida dos cidadãos de Paris, criou um sistema de carruagens. Sob tal ótica, vê-se que para cumprir o real papel de auxiliador da população se faz necessário aplicação de medidas que possibilitem a efetivação de tal meio. Logo, investimentos financeiros em estruturas e na melhoria da qualidade do serviço se fazem de extrema impor-tância para o desenvolvimento da organização, uma vez que tais atitudes são atra-tivas para o povo, proporcionando o descongestionamento.
Além disso, vale lembrar que o ambiente atual, marcado pelo consumo excessivo, influencia na situação. Sobre isso, é possível falar sobre o governo de Juscelino Kubitschek, período em que houve um grande investimento na indústria automo-bilística, gerando uma pensamento de que o carro é sinônimo de status social. Nessa perspectiva, é explícito que a prática de obtenção de um veículo particular está associada a ineficácia do regime público, mas também está atrelado a uma questão do consumo exibicionista, visando mostrar uma posição de riqueza diante do resto da sociedade. Logo, o estímulo a aquisição desses produtos intervém na mobilidade, contribuindo para o congestionamento urbano.
Evidencia-se, portanto, que o Ministério de Transportes deve melhorar o transporte coletivo, por meio da disponilização de verbas para reformas estruturais nas vias e nos veículos, a fim atrair a população para uso desses. Somado a isso, o Ministério das Comunicações deve incentivar o uso de outros instrumentos locomotivos, por meio de postagens nas redes sociais, explicando a importância da utilização de outras modalidades, visando desincentivar prática de exibição luxuosa.