A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/11/2023
No ano de 2014, o ator Russel Crowe, em sua visita ao Brasil, se espantou com a lentidão do trânsito do Rio de Janeiro. Nesse viés, na conjuntura atual, a realidade não se distancia da experiência passada, haja vista que a crise da mobilidade ainda possui desdobramentos nocivos. Dessa forma, o inchaço urbano e a omissão estatal configuram desafios para redução do problema em tela.
Em primeiro plano, vale destacar a concentração desordenada da população nas grandes cidades. Sob esse viés, o “Êxodo rural” consiste na migração das áreas rurais para as urbanas, movimento presente no Brasil ao longo dos anos. À luz disso, os cidadãos em busca de melhores condições de vida tem como foco as capitais, uma vez que oferecem mais oportunidades de trabalho. Desse modo, o processo migratório é intenso e, por consequência, há o aumento inquestionável de automóveis nos espaços urbanos.
Além disso, cabe evidenciar o descaso governamental acerca do cenário supracitado. Segundo o “Contrato Social” do filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir serviços necessários para o bem-estar da nação. Nesse sentido, as cidades brasileiras possuem infraestrutura de baixa qualidade, visto que o Governo não visa em investir no planejamento urbano capaz de suportar a demanda e, assim, facilitar a locomoção dos cidadãos. Logo, o trabalho, o estudo e a rotina dos brasileiros, são afetados devido ao atraso causado pela falta de organização do trânsito.
Diante do exposto, faz-se necessário propostas governamentais que mitiguem a temática. Para isso, é fulcral que a mídia - grande difusora de informação e um potencial formador de opinião - exponha as situações dos habitantes, por meio de reportagens, com a finalidade de promover a visibilidade das consequências geradas na vida da população brasileira. Ademais, cabe ao Estado - em sua função de promotor do bem-estar social - garantir a infraestrutura de qualidade, por intermédio de investimentos financeiros, com o fito de tornar proporcional os recursos oferecidos e o número de novos moradores e, dessa maneira, possibilitar a fluidez das vias. Portanto, ao aplicar tais medidas, será possível a reversão do quadro.