A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/11/2023
No universo de “Everybody Hates Chris”, o personagem principal precisa pegar três ônibus diferentes para poder chegar na escola, que fica localizada do outro lado da sua cidade. Fora do mundo dos seriados, a crescente crise na mobilidade urbana brasileira é um tema que permanece intrínseco à realidade brasileira. Dessa forma, é imprecindível um debate premente para a resolução dos impasses, que incluem a interferência da mídia e a falta de infraestrutra.
Nesse contexto, cabe destacar o panorama histórico da temática. Durante o período do Governo JK, o presidente investiu para que industrias automobilísticas estrangeiras entrassem no Brasil. Além disso, desde a época do político mencionado, a mídia colabora com o pensamento de que a aquisição de um automóvel é sinônimo de poder. Assim, Pierre Bondieur declarou: “O que foi criado para ser mecanismo de democracia, não deve ser utilizado como ferramenta de opressão”. Com isso, pode-se afirmar que enquanto a mídia estiver operando por um viés negativo, o país enfrentará problemas de circulação nas vias.
Em decorrência disso, um dos meios de se evitar o excesso de carros nas estradas, é o uso do transporte público. Contudo, quando as pessoas escolhem esse tipo de locomoção, se deparam com ambientes sem estrutura alguma para recebê-las. Dessa maneira, essas pessoas preferem adquirir seu próprio carro, gerando engarrafamentos. Outrossim, Kant declarou: “As pessoas devem agir conforme a máxima que gostaria de ser transformada em lei universal”. Assim, a falta de investimento fere as liberdades individuais e da Constituição, que garante a mobilidade de indivíduos em veículos de boa qualidade.
Fazem-se necessárias, portanto, medidas estatais para a resolução da mobilidade urbana no país. O Ministério das Telecomunicações deverá, por meio de propagandas de canais da tv aberta, criar a propaganda “Auto -” que terá por objetivo mostrar para as pessoas como a utilização de automóveis pode ser prejudicial, a fim de conscientizar as pessoas. Por fim, o Ministério dos Transportes deverá criar o programa “T+”, que consistirá em investir na infraestrutura dos carros públicos, para que a população volte a utilizá-lo, evitando engarrafamentos nas rodovias. Destarte, a sociedade poderá circular livremente.