A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/08/2024
Em meados da década de 1930, com a chegada das grandes indústrias no Brasil, a migração campo-cidade foi acelerada, acentuando o processo de urbanização das cidades. Por conseguinte, na atualidade, o inchaço populacional causou implicações na sociedade brasileira, gerando uma crise na mobilidade urbana. Diante disso, é importante abordar os desafios dessa problemática, como o aumento no uso de transportes individuais e o descaso do poder público.
Sob essa análise, a locomoção privativa ocasiona instabilidade no trânsito das cidades do país. Isso ocorre porque, a maior preferência por veículos pessoais como carros e motos, aumenta a situação caótica das vias, com engarrafamentos e a poluição do ar. Nessa perspectiva, conforme dados da FGV ( Fundação Gétulio Vargas), numa pesquisa realizada em 2016, a frota de automóveis brasileira cresceu 400% em dez anos. Em virtude disso, a ausência de meios de transportes viáveis e eficientes, aumenta a demanda na busca por individuais. Assim, é preciso meios que atenuem a situação exposta.
Ademais, a negligência do poder público contribui para a crescente crise da mobilidade urbana brasileira. Tal fato se dá porque o governo não investe nas conduções públicas, expandindo a rede, e melhorando a condição dos veículos. Dessa forma, a Lei 12.587 de 2012, de Mobilidade Urbana, busca integrar e melhorar os transportes de pessoas e cargas nos municípios. Todavia, na prática, isso não condiz com a realidade, pois as cidades carecem de políticas públicas pensando no deslocamento da população de forma sustentável. Logo, é vital reverter esse quadro.
Portanto, é necessário a adoção de medidas que possam combater a crise na mobilidade urbana do Brasil. Dessarte, o governo deve interferir no crescimento do uso de transportes individuais pela sociedade, por meio do estabelecimento de rodízios alternando a rotação de veículos diários, a fim de evitar transtornos no trânsito das cidades. Além disso, cabe ao Estado, responsável por promover dignidade aos cidadãos através de políticas públicas, assegurar o conforto básico que a sociedade precisa para se locomover, por intermédio da ampliação de metrôs e ônibus, que garantam o bem-estar das pessoas, para que a mobilidade seja adequada e digna.s