A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 20/04/2025

Durante o governo de Juscelino Kubitschek houveram muitos investimentos na indústria automobilística, fato que influencia nos números de veículos atualmente. Logo, essa condição tem consequências negativas na mobilidade urbana do país, tendo em vista que a quantidade de carros nas vias púbicas afeta diretamente o meio ambiente e dificulta a locomoção nas cidades. Dessa maneira, alonga tempo de trajetos e consequentemente reduz a qualidade de vida da população.

Inicialmente, a falta de infraestrutura dos meios de transporte aumenta o fluxo de carros e impacta o meio ambiente. A Constituição Federal estabelece que todos têm direito à um meio ambiente equilibrado, visando sua preservação por meio do Poder Público e a coletividade. Por conseguinte, faz-se necessária a implementação de transportes alternativos, como ônibus e bicicletas, para garantir esse direito. Todavia, a infraestrutura das ruas deve se adequar à essa necessidade, em oposição a realidade atual.

Em seguida, requerer longas horas de transporte diariamente, influencia na qualidade de vida da população. Para o filósofo Karl Marx, o tempo desperdiçado com trabalho poderia ser direcionado à atividades criativas e culturais. Desse modo, o tempo no trajeto é indiretamente um tempo de trabalho, que quando perdido afeta a vida social. Então, além de aprimorar o trânsito, as condições de tráfego auxiliariam para uma sociedade mais saudável.

Diante do exposto, é imprescindível que sejam feitas ações para mudar esse cenário. Portanto, cabe ao Ministério das cidades, com a PNMU - Política Nacional de Mobilidade Urbana -, melhorar a infraestrutura das ciclovias e corredores de BRT - Ônibus de trânsito rápido -, e para tal, implementar e ampliar projetos em parceria com as prefeituras. Com isso, diminuir o fluxo de carros pessoais, em paralelo ao prejuízo à natureza, e amplificar a qualidade de vida dos cidadãos. Só assim, será possível transformar esse quadro.