A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 24/09/2019

Segundo uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), 9 em cada 10 fontes energéticas no mundo dependem da água, logo, o Brasil, como uma das potências globais, caminha no mesmo sentido. Entretanto, com a eclosão da crise hídrica, o brasileiro passou a perceber seus impactos no bolso, haja vista que as grandes cidades, Belo Horizonte, por exemplo, admitiram ao custeio da energia elétrica as bandeiras verde, amarela e vermelha. Desse modo, além das cobranças administrativas, as cores indicariam aumento proporcional ao consumo do usuário. Nesse ínterim, sobre a ótica da dependência humana dessa matriz energética, cabe analisar suas causas e consequências no país.

Mormente, a falta de água nos reservatórios é multifatorial. A tomar de exemplo, pode-se citar a ocorrência da seca em 2014 onde o regime de chuvas foi mínimo e acarretou na escassez em importantes cidades do Sudeste, como o caso de São Paulo. Outrossim, as atividades antrópicas que levam ao desperdício, a irregularidade na transposição dos rios, o efeito estufa e a emissão de gases poluentes contribuem para que a crise hídrica seja recorrente ao longo dos anos no Brasil. Assim, passa a ser um problema generalizado, uma vez que afeta desde a vida dos cidadãos à economia nacional.

Em decorrência disso, há um impacto direto na geração de energia, tendo em vista que as hidrelétricas –funcionam em um sistema de turbinas que transformam energia cinética em mecânica e, posteriormente, em elétrica-, majoritariamente, abastecem o país. Sobre esse ângulo, historicamente, durante a Ditadura Civil-Militar, o Governo ampliou a atuação de indústrias energéticas, como a de Itaipu, além disso, importou tecnologia nuclear, embora pouco usada. Em síntese, há muitos anos o Brasil depende das fontes hídricas e só a pouco tempo começou a explorar novas fontes, menos ainda ao analisar as sustentáveis.

Destarte, faz-se mister adotar medidas públicas para combater a crise hídrica, além da transição das matrizes energéticas usadas hoje no país para sustentáveis. Na priori, incube ao Governo Federal o incentivo ao desenvolvimento tecnológico, por meio de parcerias público-privadas, assim como a startup “Insolar” que leva painéis fotovoltaicos as periferias do Rio de Janeiro (o que viabiliza seu uso) já utiliza. Na posteriori, cabe a ele, ainda, através de campanhas publicitárias, seja em jornais do transporte público à projetos escolares, conscientizar a população ao uso da água com o fito de sanar os desperdícios. Desse modo, haverá substituição das fontes, ao passo que, o meio ambiente não terá tantos danos e a crise hídrica será evitada.