A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 04/10/2019

Se, para Tales de Mileto, o princípio do universo era a água, no Brasil hodierno, este recurso natural revela-se como princípio na geração de energia elétrica. Tal relação de dependência, porém, encontra-se fragilizada pela crise hídrica vigente, que pode desencadear um cenário de escassez energética caso atitudes não sejam tomadas.

Dados da revista época apontam que, em 2013, 70% da geração de eletricidade no Brasil ocorreu nas hidrelétricas. Porém, a ausência de chuvas culmina no desabastecimento destas usinas e, consequentemente, na redução de sua produtividade. Assim, as termoelétricas são acionadas para suprir a demanda populacional, o que se reflete no aumento temporário da tarifa da conta de luz. Nesse contexto, a supremacia das hidrelétricas já é insustentável.

Dessa forma, surge a necessidade de diversificar os modelos de produção de energia elétrica, apostando em painéis solares e parques eólicos. No entanto, o investimento na implantação destas alternativas é elevado, seja pelo valor de compra dos primeiros ou pela necessidade de grandes áreas desabitadas para o segundo. O repasse desse custo para a sociedade dificulta ainda mais a transição.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar esta questão. Segundo Kant, a educação faz o homem, de forma que a crise hídrica deve ser combatida a partir de ações como palestras ministradas por especialistas, promovidas pelo Ministério da Educação, nas escolas, a fim de fomentar o ideal de consumo consciente da água nos alunos. Em adição, urge ao Ministério de Minas e Energia o investimento em modelos energéticos alternativos às hidrelétricas, que deve ser financiado com o dinheiro arrecadado no pagamento das conta de luz, cuja bandeira tarifária deve ser mantida no valor referente às termoelétricas mesmo quando estas não forem utilzadas.