A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 22/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, o que se observa no Brasil contemporâneo é o oposto do que o autor prega, uma vez que a a crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia  apresenta barreiras, que dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da flata de planejamento do Estado, quanto da falta de matrizes energéticas no país. Diate disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, afim de proporcionar o pleno desenvolvimento da sociedade.

A priori, é fundamental pontuar que crise atual na geração de energia deriva da falta de planos estatais para a correção do problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto tal fato não ocorre no Brasil. Isso acontece porque a expansão da matriz energética brasileira aconteceu de forma rápida e desordenada, uma vez que visava alavancar o desenvolvimento industrial do país. Em consequência disso, a geração de energia atual não supri toda a demanda nacional, principalmente no verão, sendo necessário ativar as usinas termoelétricas que encarecem o preço da conta de luz e causam um grande impacto ambiental devido ao uso de combustíveis fósseis.

Outrossim, verifica-se, ainda, que  faltam opções de matrizes energéticas que possam garantir a demanda da população.De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, mais de 70% da matriz brasileira é constituída por esse tipo de usina. Ainda que o Brasil tenha um potencial enorme para produzir energia limpa, isso não é explorado pela falta de investimentos e alto custo inicial, assim tornado o país dependente das hidroelétricas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que fica evidente a falta de opções de  outras matrizes e a falta de organização do Estado para que a necessidade energética do país seja garantida.

Diante dos aspectos mencionados, fica clara a necessidade de medidas para reverter o problema. Portanto, o Tribunal de Contas da União deve direcione capital que, por intermédio do Ministério de Minas e Energia, será revertido na ampliação da matriz energética brasileira, através do aumento de usinas eólicas e fotovoltaicas, para que toda a demanda nacional seja atendida e a crise hídrica não represente uma ameaça. Desse  modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade poderá chegar perto da “Utopia” de More.