A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 23/10/2019

Segundo a Conferência Internacional de Desenvolvimento Sustentável de 2002, evento que reuniu mais de 189 países, a sustentabilidade é o conceito que relaciona aspectos sociais, econômicos, culturais e ambientais, buscando suprir as necessidades da atual geração sem comprometer a próxima. Esse conceito auxilia na análise da dependência hídrica na matriz energética brasileira, visto que o país tem capacidade de ratificar sua produção. Além disso, as exigências exclusivas dos rios prejudicam o consumidor. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar o papel do estado perante ao quadro e os caminhos para solucioná-lo.

Em primeiro plano, deve-se compreender que os meios de geração de corrente elétrica provêm, em maior escala, da energia potência dos rios. De acordo com a ANEEL, Agência Nacional de Energia Elétrica, 70% da matriz de produção advém dessas fontes. Nesse sentindo, a relação de dependência das chuvas em um setor tão importante é uma problemática real. Todavia, apesar da abundância de água favorecer o quadro, outras formas de conversões são opções acessíveis. A localização geográfica do Brasil, recebendo incidência intensa e constante nas regiões próximas ao equador; como os Estados do Pará e Bahia, permite fontes fotovoltaicas como preâmbulo para a ratificação. Destarte, com maior investimento em outras maneiras de geração de eletricidade, menor será a dependência do setor.

Outrossim, os consumidores são os principais afetados com o cenário. Em amostra ao exposto, em 2014, segundo o G1, 40% dos brasileiros contribuíram com os pagamentos das bandeiras vermelhas, tributação máxima com a baixa geração de energia, devido à crise hídrica que assolava o território. Ademais, é necessário ressaltar que vários outros setores são dependentes de eletricidade, logo, gera um efeito dominó nos custos do país. Todavia, medidas protetoras podem ser assinadas, como opção há a produção energética a partir de fontes eólica, que necessitam de correntes de vento, ideal nas porções costeiras do Estado.

Infere-se, portanto, a necessidade de ampliar a matriz energética do país. Sendo assim, cabe a ANEEL com o Ministérios da Economia, ambos órgãos responsáveis pela gestão e investimento no setor energéticos, ajudar os consumidores a adquirirem placas fotovoltaicas, por meio de baixos impostos no financiamento bancário. Dessa forma, será possível atenuar os gastos de produção e diminuir a sobrecarga dos potenciais gravitacionais, além de aderir aos sistemas sustentáveis, com as fontes limpas.