A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 09/11/2022

A música “Final dos Tempos”, do rapper Emicida, narra as dificuldades enfrentadas pela humanidade frente à possível escassez de recursos naturais e eminente colapso da vida urbana. Para além das estrofes da canção, esse dilema se materializa na sociedade brasileira através dos impactos energéticos gerados pela crise hídrica. Contexto esse, que se agrava, substancialmente, pela intensificação do desmatamento, e também pela baixa variedade de matriz energética atual.

Primeiramente, é fundamental destacar que, segundo a ONU, 90% da produção de energia do mundo dependem de água. Nesse recorte, a floresta amazônica torna-se imprescindível, pois, de acordo com o Ciclo Biogeoquímico da Água, a transpiração das arvores da floresta tropical se transformam em gigantescas nuvens que migram, pelas correntes de ar, regando o a superfície do Brasil. Entretanto, na ultima meia década, como aponta o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, o desmatamento amazônico aumentou de maneira alarmante. Desse modo, urge que o Estado elabore medidas para findar esse quadro.

Em segundo lugar, faz-se necessário ressaltar que, mesmo com uma gama de fontes energética disponíveis, atualmente, a totalidade tupiniquim é refém das usinas hidrelétricas. Sob esse viés, segundo o site da revista Época, no ano 2013, 70% de toda energia elétrica foi proveniente desse meio. Ademais, é importante compreender e explorar o potencial do território nacional, maximizando a diversificação de sua matriz energética. Dessa forma, será possível aproveitar os ventos litorâneos, bem como a alta incidência de sol no nordeste, por exemplo, para produção de energia limpa e sustentável, mitigando assim, os impactos da crise hídrica.

Destarte, é mister que Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável por proteger e preservar as riquezas naturais brasileiras, por meio do mapeamento via satélite e contratação de novos fiscais, tome medidas para combater o desmatamento, a fim de atenuar a problemática. Concomitantemente, o Ministério de Minas e Energia deve promover a construção de usinas eólicas e instalação de paneis fotovoltaicos. Assim, o Brasil minimizará a crise hídrica e estará livre do possível colapso energético diante o atual panorama.