A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 27/03/2020

O rio da Integração Nacional, o São Francisco, é conhecido pela importância para geração de energia. Todavia, assim como seu projeto de transposição e o excesso de hidrelétricas ameaçam secá-lo, prejudicando a natureza e o fornecimento elétrico, a crise hídrica na geração da energia causa impactos negativos, em especial no que concerne a negligência social e a inércia estatal. Assim, é fulcral ações que mitiguem o infortúnio.

A priori, a população  se assume indiferente quanto ao gasto de água no Brasil devido a sua abundância (trinta e sete mil metros cúbicos de água), mesmo com a desigual distribuição espacial. Por conseguinte, as hidrelétricas construídas a esmo - consoante com o site Globo, em 2013 já eram setenta porcento da energia brasileira - só acentuaram a dependência da natureza na geração de eletricidade. Nesse âmbito, é medular que a sociedade, a mais prejudicada, assuma uma postura crítica quanto a água dedicada a energia e quanto a outras alternativas renováveis.

Outrossim, a responsabilidade ambiental frágil e ineficiente ojeriza a nação, pois a omissão das autoridades públicas corrobora para que empresas se beneficiem dos recursos naturais conforme seus interesses. A exemplo, o poder público não possuia controle do gasto de água em cada setor até mil novecentos e noventa e sete, quando surge a Política Nacional dos Recursos Hídricos. Destarte, revela-se a imprescindibilidade de garantir uma gestão de água efetiva para a preservação da fauna brasileira.

Portanto, com o fito de reduzir o uso nacional de hidrelétricas, o Estado deve estimular o uso de outras fontes de energia na sociedade por meio de subsídios, que seriam incentivos fiscais para aqueles que adotam fontes alternativas, por exemplo, o uso de painéis solares. Ademais, o poder Legislativo, responsável por fiscalizar as contas, urge de tornar-se mais presente no combate aos danos à fauna brasileira, por intermédio da aferição do uso dos recursos naturais por empresas privadas. Somente assim o Brasil evitará desgastes de mais rios importantes como o São Francisco para manter sua energia.