A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 02/04/2020

A primeira lei de Newton, conhecida como lei da inércia, afirma que um corpo tende a permanecer em seu estado de movimento até que uma força maior altere o seu percurso. Paralelamente, o caso da crise hídrica no Brasil tem se mostrado um problema persistente e ameaçador para a fabricação de energia do país devido a principal fonte de energia do Brasil ser a hidroelétrica e as alterações climáticas atuais interferirem diretamente na relação da água e produção de energia. Por isso, convém expor algumas causa e consequências da instabilidade hídrica no país.

Primeiramente, é importante lembrar que a produção elétrica no Brasil é majoritariamente dependente da água, as quais decorrem da utilização de hidroelétricas ao norte do país. Essas, por sua vez, demandam a disposição de uma grande área a ser encoberta pela água, a qual resulta numa aniquilação da mata, ou seja, é correspondente a um desmatamento. Por conseguinte, há alteração do período e volume de chuva e de seca. Desse modo, observa-se que, além de a produção energética brasileira ser submissa ao clima da natureza, gera a própria destruição do fator que ela é dependente.

Assim sendo, a mudança climatológica infere diretamente no abastecimento de reservatórios nacionais, visto que, eles dependem dos “rios voadores”, formados pela evapotranspiração da floresta amazônica e provedores de umidade e chuva para outros estados. Dessa maneira, devido as frequentes imprevisibilidades climáticas e a falta de um planejamento da utilização de água, há previsão da falta de água para, pelo menos, 35% da população e, segundo pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC),  isso acontecerá em meados do ano de 2035. Logo, preservação ambiental e racionamento de água serão de fundamental importância para o bem estar de todos

Portanto, com a finalidade de alterar o percurso da escassez de água para a abundância do conforto, algumas medidas são necessárias. Em primeiro plano, os governos devem ter maior controle a respeito do desperdício de água, por meio da determinação de um limite diário para cada imóvel em função do número de moradores. Sendo que, ao atingir esse limite, o fornecimento seria automaticamente suspenso, retornado somente no dia seguinte, com a intenção de haver uma melhor distribuição de água e evitar o seu desprovimento. Outrossim, o Estado deve investir em outra fonte de energia, mediante o uso de painéis solares e usinas de biomassa, com o objetivo de reduzir o desmatamento e a dependência das hidroelétricas como, também, beneficiar os moradores com a possível extinção da ausência de energia.