A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 27/06/2020
Na obra “A República”, do filósofo grego Platão, é vislumbrado um sistema de governo ideal da pólis, no qual a sociedade seria justa e livre de conflitos e problemas. No entanto, na contemporaneidade, o que se observa é o oposto do que o filósofo prega, uma vez que a matriz energética brasileira apresenta problemas. Esse cenário adverso é fruto tanto do grande investimento em um só tipo de fonte energética quanto da dependência do regime de chuvas. Com isso, torna-se necessária a discussão acerca do assunto.
Precipuamente, é vital pontuar que o investimento em um só tipo de fonte energética é o principal promotor do problema. À vista disso, é importante destacar que mais de 60% da energia elétrica consumida no Brasil advém de fontes hidráulicas, segundo dados do Balanço Energético Nacional. Isso acaba sendo um grande problema, pois o país fica dependente de uma fonte energética que depende de vários outros fatores para funcionar. Assim, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal perante o tema.
Ademais, é imperativo frisar que a sujeição a fatores pluviométricos é um agravante do problema. Partindo desse princípio, é fato que a energia elétrica proveniente de hidrelétricas é considerada uma energia limpa e renovável, porém ela é subordinada a um regular regime de chuvas para o abastecimento dos cursos d’água, que muitas vezes não ocorre devido a um período de estiagem. Dessa forma, é necessária a criação de novas estratégias para reverter esse quadro deletério.
Portanto, é fato que o investimento em um só tipo de fonte energética e, com isso, a dependência de fatores pluviométricos é um probema a ser sanado. Destarte, cabe ao governo federal, através do Ministério de Minas e Energia, criar um plano de ação para o investimento em novas fontes de energia, como a Solar e a Eólica, que são limpas e renováveis, objetivando uma melhor distribuição da matriz energética brasileira e, com isso, garantindo a distribuição plena da energia elétrica no país. Somente assim, a sociedade, gradativamente, alcançará a utopia de Platão.