A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 16/07/2020

Tales de Mileto, filósofo da antiguidade, propôs que o princípio de todas as coisas era a água, uma vez que, sem esse elemento, nada sobrevive. Apesar dessa hipótese já ter sido refutada, é possível compreender a importância que esse recurso teve, e ainda tem, na vida do ser humano. Um exemplo é das primeiras civilizações, que surgiram em torno de grandes rios, como o Tigre e o Eufrates na região chamada Mesopotâmia, e o Nilo, no Egito, esses, foram fundamentais para o desenvolvimento da agricultura e a organização das sociedades. Na realidade contemporânea, a água desempenha outras funções, além das básicas, como geração de energia elétrica, amplamente utilizada, porém, um recurso finito, que gera alto impacto ambiental, principalmente na região que é alagada.

Primeiramente, é importante destacar as hidrelétricas correspondem a 90% de toda  produção de energia o mundo, conforme o relatório da ONU de 2014. No Brasil, de cordo com secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, em 2019, a hidreletricidade correspondia a cerca de  63% da geração de energia do país. Contudo,  produção de energia está sendo prejudicada pela a crise hídrica, que é causada, entre outros fatores, pelo crescimento desordenado das cidades, da falta de planejamento das cidades, do consumo desordenado e das secas recorrentes.

Em segundo lugar, é preciso evidenciar que em razão do atrofiamento do setor de energia hidráulica, medidas são tomadas para suprir a demanda de eletricidade, assim as usinas termelétricas que utilizam o carvão mineral, passam a ser acionadas sendo repassado o alto custo dessas usina para o consumidor através da tarifa de luz . Em 2105, somente a crise da água encareceu cerca de 8% a energia elétrica nas residencias, de acordo com o professor de economia da USP, Heron Carmo. Além do alto custo da luz, as usinas termelétricas são altamente poluentes, e os combustíveis são provenientes de fontes não renováveis o que prejudica o meio ambiente, uma alternativa é a implantação de outras fontes, como a energia eólica e solar, no entanto, não são muito utilizadas.

Portanto, pode-se inferir que a crise hídrica e seu impacto na geração de energia carece de soluções. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério e Minas e Energia, investir em fontes alternativas para a produção de energia, como usinas eólicas, e solares, além de promover incentivos fiscais para empresas que utilizarem energias provenientes de fontes renováveis, para que, em épocas de estiagem, a produção de eletricidade seja suficiente para a demanda. Também é preciso que as escolas, exponham às crianças e adolescentes, a importância do consumo consciente da água, e a importância dos recursos renováveis para que no futuro atenue a crise hídrica  brasileira.