A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 11/09/2020
No filme “O Menino que Descobriu o Vento”, é contada a história de um menino que, buscando superar a fome que seus familiares sofrem no período de seca, constrói um gerador eólico que permite a irrigação e a manutenção das plantações de seu povo. Fora da ficção, o Brasil se apresenta em um estado oposto, visto que, mesmo apresentando condições ideais para geração renovável de energia - como presença de ventos alísios -, ainda sofre por diversos fatores a sua geração - como é o caso da crise hídrica, que afeta em grande escala a geração de energia elétrica nacional. Acerca desse problema, pode-se citar que está relacionado com a alta dependência que o país possui das fontes hidráulicas de energia e, caso se perpetue,pode criar impasses diversos no país.
A priori, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL -, a matriz de energia elétrica brasileira tem a participação de cerca de 60% apenas de fontes hidráulicas. Sob tal óptica, é claro perceber a alta dependência da água, pelo país, para a geração de energia. Nesse sentido, é importante citar que o país é, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, periodicamente afetado pelo fenômeno chamado El Ninõ, processo que garante períodos de crise hídrica nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste - grandes produtoras de energia hidráulica. Assim, tal fator promove a redução das condições para a geração de energia em algumas das principais usinas hidrelétricas do país - entre elas a Belo Monte - pela falta de pluviosidade e redução da vazão dos rios. Portanto, é evidente a necessidade de investimento em outras bases viáveis de geração de energia, para evitar os grandes impactos vindos com a crise hídrica.
Além disso, é importante comentar que, baseando-se no protocolo da União, em casos de crise na geração de energia hidráulica, o país deve acionar as usinas termoelétricas - concentradas principalmente no Sul pelo monopólio que apresentam das reservas de carvão - para complementar o consumo de energia e evitar apagões. No entanto, a energia termoelétrica possuí maior custo, pelo uso do carvão - recurso escasso no país -, e possui maior poder poluidor, pois o carvão é considerado o maior emissor de gases poluidores quando em combustão. Dessa forma, é lógico perceber que a crise hídrica não só afeta a geração de energia, como contribui para problemas econômicos e ambientais.
Com base no exposto, urge a necessidade de medidas que promovam a redução dos impactos da crise hídrica na geração de energia. Para tanto o Poder Legislativo deve, por meio de uma lei entregue à Câmara dos Deputados,influir no desenvolvimento de outras energias renováveis. Tal lei estabelecerá
a criação de 50 campos de geração eólica na região Nordeste e Sul - muito afetadas pela crise hídrica. Com isso,os desafios vindos com a falta de água serão mais amenos,melhorando o país como um todo.