A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 22/10/2020

“Interestelar” retrata uma realidade distópica, na qual recursos básicos, como a água, começam a se esgotar, o que faz com que a sobrevivência da espécie humana seja ameaçada. Bem como no filme, o Brasil vem passando por uma crise hídrica que, apesar de menos intensa, afeta a produção de eletricidade. Dessa forma, a matriz energética pouco diversificada e seu alto custo para o consumidor acentuam o problema.

Primeiramente, é importante ressaltar que a grande quantidade de rios no território brasileiro permitiu que as bacias hidrográficas fossem utilizadas como principal matriz energética. Segundo a revista “Época”, as hidrelétricas geraram cerca de 70% da eletricidade do país no ano de 2013. Porém, isso torna o país muito suscetível a qualquer alteração no ciclo das águas, e períodos de estiagem podem resultar em falta de energia para parte da população.

Além disso, nos períodos de seca, quando os rios têm sua capacidade reduzida, a produção de eletricidade fica mais cara, e esse valor é repassado ao consumidor. De acordo com o portal G1, a crise hídrica aumentou a conta de luz em 8% durante os dois primeiros meses de 2015. Logo, as hidrelétricas são menos sustentáveis pelo viés econômico, pois geram mais gastos às empresas e ao consumidor.

Sendo assim, fica visível a necessidade de mitigar os impactos da crise hídrica brasileira na produção energética. Para isso, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação (MEC), investir dinheiro em projetos científicos, nas áreas de engenharia, que produzam equipamentos para captar energia solar e eólica, fontes renováveis e mais sustentáveis do que as hidrelétricas, com o objetivo de diversificar a matriz energética brasileira. Só assim o país poderá superar os desafios impostos pela crise hídrica.