A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 03/11/2020
Em um episódio de “The 100”, da Netflix, os personagens precisam desenvolver uma fonte de geração elétrica, e eles optam pela hidrelétrica. Porém, uma crise de água os afetou severamente no futuro. Fora da ficção, o que foi descrito na obra relaciona-se com um problema da atual conjuntura brasileira, em que a sociedade, de modo geral, tem a tendência a ignorá-lo: os impactos da crise hídrica na geração de energia. Desse modo, urge a necessidade de atentar-se como a insipiência estatal e a escolaridade irregular fomentam a problemática.
Primeiramente, há de constatar a displicência governamental. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988, garante acesso a um ambiente que visa o bem-estar social de todos. Entretanto, ao analisar a carência de políticas públicas em torno de fontes de geração de energia alternativa que independem da água, é indiscutível que essa premissa constitucional não é valorizada pelo governo nacional. Nesse contexto, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou que poucos países estão investindo em fontes que consigam contornar a escassez hídrica. Nesse sentido, a ineficiência na aplicação leis implicam no recrudescimento de tal obstáculo.
Ademais, vale ressaltar que a lacuna educacional corrobora esse cenário. Além disso, de acordo com Heidegger, filósofo alemão, o homem se constrói na medida de suas interações. Analogamente, as pessoas ao não formarem um senso crítico nas escolas, podem acabar por optar em investir em uma fonte de energia que dependa de fatores que provavelmente haverá escassez, como a hídrica. Nesse viés, consoante ao site G1, no Brasil, em 2013, cerca de 70% de toda a energia gerada dependia da água, e uma carência de tal líquido poderia levar a vários impactos na geração. Desse modo, confirma-se que o meio social provoca mais dificuldades relacionadas à problemática.
Diante do que foi exposto, medidas fazem-se relevantes para mitigar tal vertente. Portanto, cabe ao Ministério da educação, juntamente às mídias e dentro das escolas, instituir projetos como o “Opte por fontes alternativas”, responsável por preparar socialmente os estudantes e suas famílias sobre o problema em questão. Isso deve ser realizado por meio de trocas de experiências em workshops administrados por professores e especialistas em geração de energia, a fim de expor, debater e combater as consequências dos impactos da crise hídrica. Assim, será possível distanciar-se-á do hediondo cenário apresentado pela Netflix.