A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 03/11/2020

Segundo o sacerdote Martinho Lutero “se eu soubesse que o mundo acabaria amanhã, eu plantaria uma árvore”. Nesse sentido, ao observar a problemática que envolve a crise energética e hídrica, verifica-se a necessidade de adotar medidas interventivas capazes de evitar eventos como o apagão que ocorreu no Brasil em 2018. Tal fato permite afirmar que a resolução de entraves referentes à falha no planejamento do consumo energético e a falta de gestão possibilitará a formação de uma sociedade mais evoluída.

Ao examinar a fundo algumas causas da série de problemas em questão, analisa-se que há um erro no planejamento energético do país. Isso ocorre, pois existe um desiquilíbrio entre a demanda e a oferta, o que ocasiona em certas épocas do ano um aumento do consumo que não consegue ser atendido e faz com que gere os blecautes. Outro ponto importante, é a dependência da geração de energia no fator hídrico, uma vez que houve uma redução quantitativa de chuvas de 2019 para 2020, segundo o Jornal da USP.

Ademais, soma-se a isso, a falta de gestão. Isso se explica no fato de ter, em um país de tamanho continental, um déficit na organização da distribuição de provedores de energia, a ausência de diversidade nas fontes compromete a regularidade das taxas na conta de luz. Vale ressaltar que o Brasil faz parte da zona tropical, o que abre margem para a utilização de energia solar, tendo em vista que o potencial de incidência sobre a superfície territorial permite transformar esse setor energético em um excelente mercado.

Portanto, é essencial buscar soluções para combater a falha de planejamento e gestão, já que como diria Sartre: “o homem tem de se inventar todos os dias”. Inicialmente, cabe ao Ministério de Minas e Energia promover políticas de organização que por meio de estudos e pesquisas consigam estimar com mais exatidão os meses de maior demanda energética da população, para que dessa maneira diminua os desiquilíbrios dos números. De modo complementar, a ANEEL deve desenvolver uma reserva girante de energia solar, de modo que a use para a estabilização das taxas e evite apagões nas regiões brasileiras. Espera-se que, com ações desse tipo, esse entrave seja amenizado.