A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 26/11/2020
As usinas hidrelétricas são as principais fontes de energia do Brasil. Essa forma de geração de energia necessita da água de rios e, consequentemente, da chuva que os abastece. Contudo, a crise hídrica brasileira, consequência da falta de chuvas, causa impactos na geração de energia, dentre eles, o uso de usinas termelétricas, que são mais caras e poluentes.
Nesse cenário, é relevante destacar que são as chuvas que abastecem as represas das usinas hidrelétricas, e a sua ausência impede a produção de energia por esse meio. Dito isso, acaba sendo necessária a utilização de usinas termelétricas para suprir a necessidade de energia elétrica. Todavia, a geração de energia dessa forma é mais cara, resultando em um gasto maior para a população. Ademais, as termelétricas também utilizam água em seu processo, ainda que de um modo diferente das hidrelétricas. Por isso, uma crise hídrica mais grave poderia elevar o preço a valores altíssimos ou até mesmo impossibilitar a geração de energia.
Além disso, as usinas termelétricas são mais poluentes que as hidrelétricas, visto que emitem grande quantidade de dióxido de carbono, além de usar recursos não renováveis. Nesse sentido, a Constituição Federal afirma que todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, a utilização de usinas poluentes contradiz esse direito. Essa contradição deve ser levada em consideração, a fim de refletir sobre o futuro da geração de energia no Brasil, priorizando energias de fontes renováveis como a energia eólica e a energia solar.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Assim, o governo deve priorizar a produção de energia elétrica de fontes renováveis, por meio de investimento em construção de parques eólicos no nordeste, já que tem muito vento, e a instalação de painéis solares em prédios do governo em todo o país. Para que, dessa forma, a geração de energia no Brasil, aos poucos, não dependa da água.