A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 10/12/2020
Dentre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, estão a água potável e saneamento e energia limpa e acessível, o que comprova a importância desses recursos. Nesse sentido, apesar do Brasil possuir um grande quantitativo de recursos naturais, as hidrelétricas são a fonte de energia majoritária, enquanto indivíduos sofrem com a falta de água. É necessário, portanto, analisar tal realidade de modo para identificar a necessidade de mudanças governamentais que atuem na distribuição dos recursos hídricos por meio da legislação brasileira, bem como a diversificação da matriz energética.
A princípio, é vale pontuar que a falta de recursos hídricos é um dos problemas enfrentados pelo povo brasileiro. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a água é um direito fundamental à vida.Nesse sentido, imagina-se que todos tenham acesso a ela e que as leis ambientais de manutenção de sua integridade sejam favoráveis a manutenção do recurso, já que ele não é renovável. No entanto, infelizmente, o estado não atua como previsto constitucionalmente, haja que muitos lugares passam por longos períodos de seca e carecem de água para beber e produzir alimentos. Portanto, é inadmissível a ineficácia do governo em não defender como garantias básicas da população verde e amarela.
Em segunda instância, é necessário evidenciar a necessidade de diversificação da matriz energética, já que as hidrelétricas não são fontes sustentáveis e que comprometem os recursos hídricos, bem como passam necessidade para exercer sua função em períodos de seca. Desse modo, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas), o gasto de água nas usinas hidrelétricas é quase quatro vezes maior que o consumo de todo país, sendo que grande parte evapora e volta para outras bacias. Assim, a população vive a mercê de um sistema desigual e imprevisível, em que só alguns possuem recursos hídricos e energia garantida, fazendo-se necessário a intervenção do Estado nessas questões para realocar fontes de produção de energia e promover a distribuição democrática dos recursos.
Diante dos fatos supracitados e do pensamento de George Bernard, de que só existe progresso com mudanças, medidas devem ser retiradas para encontrar os problemas citados. Logo, instar que o governo, por meio dos Órgãos responsáveis pelos recursos hídricos, exija ao Poder Legislativo a promulgação de leis eficientes em toda a nação que multem os necessários para o uso excessivo ou indevido de pessoas, como acontece em algumas cidades brasileiras, um fim de diminuir a escassez e preservar o recurso. Além disso, o governo deve investir em energias sustentáveis, como a eólica, por meio da construção de parques eólicos nas localidades favoráveis, para que a água deixe de ser usada com esse fim e promova a sustentabilidade no Brasil, preservando suas maiores riquezas.