A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 21/12/2020
A obra literária ‘’Vidas Secas’’, de Graciliano Ramos, aborda as fugas de Fabiano e sua família. Ao longo do livro, entende-se que eles fogem da miséria e da seca no sertão nordestino. Embora tal narrativa seja ficcional, a situação não se destoa da realidade do Brasil, visto que o país passa por uma crise hídrica. Por sua vez, é possível destacar que a baixa pluviosidade gera consequências, como contas mais caras.
A primórdio, é importante ressaltar que a situação hídrica é preocupante. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, no ano de 2014, 90% da luz gerada no planeta demandou água e estima-se que até 2035 a necessidade vai subir em 70%. Nesse sentido, entende-se que a água é um recurso necessário para produção de energia, por exemplo. Sob esse viés, com a escassez as contas ficam mais altas, por usar processos que demandam uma quantia maior de dinheiro, como as termoelétricas. Sendo assim, é preciso que o Estado crie projetos para diminuir as taxas.
Outrossim, convém mencionar o papel que a água tem. Conforme o filósofo Tales de Mileto, ‘’O Universo é feito de água’’. Nesse contexto, percebe-se que a relevância desse elemento, sendo indispensável para vida, desde sobrevivência a produção de objetos. A partir disso, é notório que a crise afeta a vida dos indivíduos, uma vez que a falta diminui a produção, aumenta os impostos e pessoas que dependem da agricultura perdem suas plantações por seca. Dessa forma, é necessário que o Governo tome medidas.
Portanto, é mister que o Poder Estatal tome providências capazes de atenuar a crise hídrica. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério de Minas e Energia, em parceria com empresas privadas, criar um projeto para investir em processos diferentes para gerar luz, como termoelétricas, por meio de verbas da União, com o fito de diminuir as taxas sobre a energia. Dessarte, espera-se, com essa medida, que o corpo social não sofra com a crise e que ‘’Vidas Secas’’ fique apenas na ficção.