A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 14/12/2020

Dentre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, estão a água potável e saneamento e energia limpa e acessível, o que comprova a importância desses recursos. Nesse sentido, apesar de o Brasil possuir um grande quantitativo de bens naturais, as hidrelétricas são a fonte de energia majoritária, enquanto indivíduos sofrem com a falta de água. É necessário, portanto, analisar a importancia de mudanças governamentais que atuem na distribuição dos recursos hídricos por meio da legislação brasileira, bem como a diversificação da matriz energética, já que o ocorrido na atualidade é extremamente desfavorável.

A princípio, vale pontuar que a falta de recursos hídricos é um dos problemas enfrentados pelo povo brasileiro. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a água é um direito fundamental à vida .Nesse sentido, imagina-se que todos tenham acesso a ela e que as leis ambientais sejam favoráveis à manutenção do recurso, já que ele não é renovável. No entanto, infelizmente, o estado não atua como previsto constitucionalmente, haja vista que muitos lugares passam por longos períodos de seca e carecem de água para beber e produzir alimentos. Portanto, é inadmissível a ineficácia do governo em não defender como garantias básicas da população verde e amarela.

Em segunda instância, é necessário evidenciar a necessidade de diversificação da matriz energética, já que as hidrelétricas não são fontes sustentáveis e que comprometem os recursos hídricos, bem como passam necessidade para exercer sua função em períodos de seca. Desse modo, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas), o gasto de água nas usinas hidrelétricas é quase quatro vezes maior que o consumo de todo país, sendo que grande parte evapora e volta para outras bacias. Assim, a população vive à mercê de um sistema desigual e imprevisível, em que só alguns possuem recursos hídricos e energia garantida, fazendo-se necessária a intervenção do Estado nessas questões para realocar fontes de produção de energia e promover a distribuição democrática dos recursos.

Diante dos fatos supracitados e do pensamento de George Bernard, de que só existe progresso com mudanças, medidas devem ser tomadas para findar os problemas citados. Logo, urge que o governo, por meio dos órgãos responsáveis pelos recursos hídricos, exija ao Poder Legislativo a promulgação de leis eficientes em toda a nação que multem os indivíduos responsáves pelo uso excessivo ou indevido de água, como acontece em algumas cidades brasileiras, a fim de diminuir a escassez e preservar o recurso. Além disso, o governo deve investir em energias sustentáveis, como a eólica, por meio da construção de parques eólicos nas localidades favoráveis, para que a água deixe de ser usada com esse fim e promova a sustentabilidade no Brasil, preservando suas maiores riquezas.