A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 17/12/2020

Segundo dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia, no mês de Junho, a região Sul do Brasil teve cerca de 15 hidrelétricas paralisadas ,como reflexo da crise hídrica na região. De maneira análoga, a crise hídrica brasileira pode ter impactos severos na geração de energia no país, posto que há como principais desafios a baixa diversificação da matriz energética e o gasto desenfreado de energia elétrica por parte das indústrias.

Em primeiro lugar, segundo dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia, em 2020, 64% da energia elétrica do país é gerado por meio de hidrelétricas. Assim, a matriz energética brasileira tem baixa diversificação, ou seja ,é altamente dependente de uma fonte, a qual sofre oscilações severas, uma vez que é altamente afetada pelas secas.Nesse sentido, falhas em hidrelétricas podem ter como consequência apagões, uso emergencial de fontes pouco eficientes e de elevado custo, aumento do uso de usinas termelétricas, as quais tem grande impacto ambiental, entre outras.

Além disso, levantamentos realizados pela UFG, Universidade Federal de Goiás, em 2019, demostraram que 57,7% do consumo de energia elétrica é destinado aos setores secundário e terceário da economia. Dessa forma, indústrias e comércios tem grande responsabilidade social quanto ao uso consciente da eletricidade. Em resposta a essa necessidade, diversas medidas de redução dos gastos e do uso adequado e eficiente foram desenvolvidas por meio de programas de Gestão Energética, os quais já tem sido empregados em algumas empresas. Como exemplo, a forncedora automotiva Gestamp, a qual empregou as novas medidas de gestão e conseguiu reduzir , mantendo a produção e os custos, em 15% o gasto de eletricidade.

Portanto, medidas são necessárias para coibir esta intempérie. Assim, cabe ao Ministério de Minas e Energia , como órgão máximo no setor, elaborar medidas de incentivo ao emprego da Gestão Energéticas em indústrias por meio de isenções fiscais com o intuito de reduzir o consumo e melhorar o emprego da energia, utilizando com mais eficiência todo seu potencial. Ademais, cabe ao Governo implantar um programa de diversificação da matriz energética do Brasil por meio de investimento no setor com o intuito de reduzir a dependência elevado das hidrelétricas.