A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 22/12/2020
O Mito da Caverna, alegoria escrita por Platão, explica evolução do processo de conhecimento. Segundo o autor, os seres humanos se encontram presioneiros de uma caverna, da qual estão habituados somente a ter uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão da crise hidríca, no Brasil, e seus impactos na geração de energia, pode ser bem representada pelo mito, visto que esse é um problema que vive às sombras da sociedade. Ademais, em razão da falta da negligência estatal, bem como a falta de consciência social.
Em primeira análise, é necesssário ressaltar que a negligência estatal e a falta de políticas públicas coopera para a crescente dos impactos futuros na geração de energia, devido a falta de medidas para conter a crise hídrica. Consoante a esse pensamento, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, em sua obra ‘‘Contrato Social’’, afirma que o Estado é responsável por viabilizar medidas que contribuam para o bem-estar social. Nesse contexto, a partir do momento que este se isenta de criar medidas de investimento, para combater a crise hídrica no país, contribui para os futuros impactos na excassez da geração de energia e ocorre a quebra do contrato social. Desse modo, faz-se necessária a revisão da postura estatal com a sociedade para reverter esse cenário.
Além disso, faz-se mister destacar que a falta de consciência e a banalização da sociedade com as consequências futuras da crise hídrica para a geração de energia local impera para a a crescente atual. À luz disso, o filósofo alemão Hans Jonas afirma que ’’ Uma sociedade saudável deve ser capaz de reconhecer e corrigir suas enfermidades sociais, de maneira que haja a reversão da patologia’’. Diante disso, grande parte da sociedade banaliza e silencia debates sociais sobre os futuros impactos sociais que a crise hídrica vai gerar para o processo de geração de energia populacional. Dessa forma, faz-se necessária a reavaliação do comportamento populacional, concebendo debates que desmistifiquem e alertem a população sobre os impactos futuros.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver a crise hídrica e seus impactos para a geração de energia. Nesse viés, o Ministério do Meio Ambiente, junto ao Estado, deve criar medidas de investimento em políticas públicas que cooperem para a reversão da crise hídrica no país, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que por meio das das políticas investidas, fiscais precisam ser contratados para verificar e conter os gastos de água em excesso, com intuito de conter o desperdício local, assim como devem ser administrados comerciais para o esclarecimento social sobre o impasse. Com fito de democratizar o acesso à temática e conter a crise hídrica no país para retardar os futuros impactos na geração de energia do Brasil.