A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia

Enviada em 06/01/2021

No filme “Procurando Nemo” dos estúdios Pixar se narra a história de um peixinho palhaço que tem- inicialmente- o oceano como lar. Ao decorrer da trama ele vai parar em um aquário, contudo, algo necessário para sua sobrevivência continua presente: a água. Fora da ficção, apesar de se possuir espécie e nicho diferente da qual é evidenciada na película, o ser humano também necessita da água para continuidade da vida. Esse recurso, regula desde processos internos humanos até a geração de energia.Todavia,  a crise hidrica brasileira e seus impactos na geração de energia são reais e pertubam o ecossistema. Desse modo, sem um olhar atento para a causa, distancia-se do progresso, seja por desconhecimento do valor da água, seja por desperdício.

Nessa perspectiva, evidencia-se que a indiferença corrobora para a problemática. Na biologia o termo homeostase é empregado para classificar um corpo que está em equilíbrio. Ratificando-se tal pensamento, para se manter o ponto de equilíbrio tanto dentro do corpo- através de funções vitais- como fora dele, a água é um elemento essencial, sobretudo, por ser responsável majoritariamente da matriz energética brasileira a cargo das hidréletricas,é fundamental para o equilibrio para atividades taxadas  básicas como à exemplo ligar uma lâmpada,logo, sua preservação é essencial para a manutenção e conservação do bem estar. Desse modo, negligenciar seu valor, é regredir demasiadamente.

Outrossim, o desperdício ainda é um grande impasse para a resolução da questão.  Na ótica de Talles de Miletto, a água é a causa material de todas as coisas. Apesar de tal teoria ter sido derrubada pela teoria atomista, a água não deixa de ser um elemento fundamental para a vida. Entretanto, o uso desmedido desse recurso causa preocupação, uma vez que impacta na geração de energia, afetando-se, dessa maneira, diretamente a população, e por consequência encarecendo cada vez mais as contas de luz. Dessa maneira, é necessário mitigar o uso desmedido.

Repensar sobre a crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia é, portanto, um tema que não cabe mais protelação. Desse modo, é oportuno considerar dois agentes emergenciais: o Ministério de Minas e Energia e o corpo social. Ao primeiro cabe, investir em fontes de gerações de energia diversificadas, por meio da introdução de cataventos e placas solares dependendo do local, almejando-se dessa forma, amenizar a dependência das hidrelétricas. Ademais, o segundo, por sua vez, deve fazer a sua parte evitando o desperdício de água, economizando no tempo de banho e afins, com o fito de preservar o recurso.Afinal, de maneira analóga ao Nemo os indivíduos também dependem da água para manutenção da vida.