A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 09/06/2021
No cerne da contemporaneidade, tornou-se evidente que o planeta está passando por mudanças climáticas que influenciam na prolongação dos períodos de estiagem. Nesse contexto, surgem debates sobre as origens da crise hídrica e seus impactos na geração de energia no Brasil. Dessa maneira, é essencial analisar como a inoperância estatal aliado ao uso individualista dos recursos naturais criam uma mácula para algumas áreas do país.
Diante dessa realidade, cabe salientar, primeiramente, os desafios que originam a crise hídrica. Nesse sentido, o filósofo John Ralws afirma que a sociedade deve tomar ações que preservem o meio ambiente, isto é, medidas que garantam um futuro para as próximas gerações. Todavia, atualmente, a falta de responsabilidade no uso dos recursos naturais, aliada a inércia do governo em assegurar estruturas de emergência, principalmente em regiões periféricas, acarreta na carência de água. Assim, é notório que o Estado deixa que as populações menos urbanizadas sejam vitímas do individualista e negligenciador olhar da classe dominante.
Além disso, convém destacar os efeitos dessas ações egoístas na produção de eletricidade em regiões menos urbanizadas. Nesse viés, de acordo com a emissora Globo, em 2020, o estado do Amapá ficou quase um mês sem energia após o Estado admitir falha em duas linhas de transmissão motivada pelo baixo índice dos reservatórios de água nas hidrelétricas do Xingu. Desse modo, torna-se evidente que os mais vulneráveis são desumanizados e ficam à mercê da miséria social e estrutural devido às ameaçadoras origens da crise hídrica, negligenciadas pela classe favorecida e pelo governo.
Portanto medidas punitivas e estruturais precisam ser tomadas. Assim, com o intuito de penalizar o uso inadequado da água pela classe social favorecida, cabe ao Governo Federal, por meio do Tribunal de Contas da União, haja vista seu importante papel na regulamentação econômica no país, criar impostos para aqueles que consomem água de maneira inconsciente e prejudicam os reservatórios de água no país. Ademais, a fim de diminuir a dependência de hidrelétricas no país, o Banco do Brasil deve, por meio de verbas governamentais, a exemplo dos tributos arrecadados pelos que gastam muita energia, implantar paineís de energia solar nos locais onde há a escassez de água ou falta de infraestrutura elétrica, como em regiões periféricas. Espera-se, com isso, que mesmo em períodos de estiagem a populaçao brasileira mais pobre ou que mora em locais menos urbanos não se torne marginalizada.