A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 19/06/2021
O filme “Rango’’ conta a história de um camaleão que se torna xerife da cidade de Poeira, se tornando responsável por solucionar o roubo do reservatório de água da cidade, considerado o bem mais precioso dos cidadãos. Apesar do contexto fictício, é notória a semelhança do filme com o cenário atual do Brasil em que a crise hídrica se tornou uma realidade, surtindo efeito também na geração de energia do país. Logo, é preciso analisar as causas e consequências para tal problemática que afeta tanto a economia da população quanto o meio ambiente.
Em uma primeira análise, é certo que a crise hídrica é resultado de fatores como baixos índices pluviais e o grande consumo de água, porém é inegável que mesmo que esse fluido seja essencial para economia do país, tanto para agricultura, pecuária e indústria têxtil, a ganância do homem muitas vezes chega a ser um grande fator para a crise hídrica do Brasil. Como por exemplo, o desmatamento da Amazônia que tem afetado os chamados “rios voadores”, tendo como consequência a diminuição das massas úmidas, e assim, impossibilitando o abastecimento de canais, aquíferos e rios da região Sudeste do país.
Em uma segunda análise, não há dúvidas de que a crise hídrica tem efeito imediato na energia elétrica do país, visto que no Brasil a mesma é obtida majoritariamente por meio de hidrelétricas. Desse modo, a escassez de água levou ao aumento significativo nos preços da conta de luz, assim como à construções de termelétricas que além de contribuírem para o aquecimento global, visto que liberam uma grande quantidade de gás carbônico, também demandam de um alto consumo de água.
Dessa forma, é imperiosa a ação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) em conjunto com o Ministério da Educação (MEC) que devem, por meio de campanhas informativas e palestras, instruir a população sobre o uso consciente da água para que haja a diminuição do seu desperdício. Não somente, cabe ao governo melhorar o modelo energético do país, recorrendo a fontes de energia renováveis, como a eólica e a solar, além de incentivar empresas a utilizarem tais fontes, bonificando-as a fim de romper a dependência da hidroeletricidade. Assim, se medidas como essas forem tomadas haverá energia e água suficiente para os cidadãos, diferentemente do cenário retratado em “Rango”.