A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 21/06/2021
De acordo com Aristóteles, ‘‘A base da sociedade é a justiça’’. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que a crise hídrica e seus impactos na geração de energia demonstra-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Dessa forma, em razão da falta de debate ademais a insuficiência legistlativa, emerge um problema complexo, que precisa ser revertido.
Primeiramente, é preciso salientar que o silenciamento é uma causa latente do problema. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Diante disso, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobretudo a crise hídrica e os seus impactos na geração de energia, o que contribuiu com o aumento da falta de conhecimento da população sobre essa questão, tornando sua resolução dificultada.
Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é a ineficácia das leis. Há uma afirmação do pensador John Locke, que defende: ‘‘As leis fizeram-se para os homens e não para as leis’’. Nessa perspectiva, é preciso atentar para a carência legislativa, que tem seu fim em si mesma na questão da crise hidríca, visto que o desperdício de água potável é constante. Dessa maneira, sem políticas públicas que coloquem a lei a serviço da humanidade, o problema em questão se perpetua.
Em suma, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o poder legislativo promova a criação de leis com punições mais severas e campanhas através do instagram e facebook, de modo que conscientize a população da importância da economia de água a fim de que ocorra a diminuição do disperdício gerador da crise hidríca, tornando assim cidadãos atuantes na busca de resoluções.