A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 23/06/2021
O romance Utopia, escrito por Thomas Morus, retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea, uma vez que a água - bem primordial para a manutenção da vida - está em crise e impacta diretamente na geração de energia elétrica. Essa problemática decorre e persiste, devido a dois principais fatores: a intensificação da ação antrópica e a coodependência desses dois recursos.
Em primeira análise, é importante ressaltar, que segundo o artigo 225 da Constituição Federal de 1988, os cidadãos têm direito ao meio ambiente seguro e equilibrado. Entretanto, com a intensificação da exploração de recursos naturais - desde a Revolução Industrial - o ciclo da água vem sofrendo alterações, o que resulta em má distribuição de chuvas e períodos de seca. Por conseguinte, o país tem enfrentado dificuldades quanto a gestão de recursos hídricos e eletricidade, não os garantindo à toda a população.
Outrossim, é notório que a matriz energética brasileira é predominantemente renovável e tem como destaque a utilização de usinas hidrelétricas. Isso se deve ao fato de a maior bacia hidrográfica do mundo - a Amazônica - estar localizada quase que completamente nesse território. Nesse sentido, não só a energia elétrica depende da água, mas também a mesma depende da eletricidade, para que seja destinada às residencias e demais setores.
Diante o exposto, é imprescindível a minimização dessa problemática. Para atenuar a crise hídrica e elétrica, urge a mobilização do Governo, que por meio da implantação de programas, deve fiscalizar e regularizar atividades agropecuárias - responsáveis pelo consumo de cerca de 70% da água e pela alta emissão de gases de efeito estufa - reestabelecendo o equilíbrio no ciclo da água. Dessa forma, a sociedade atual caminhará rumo aos moldes do corpo social descrito em Utopia.