A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 19/10/2021
A transposição do rio São Francisco é uma obra, definida durante o governo Lula no Brasil, que pretende levar água à região Nordeste, a qual sofre de secas constantemente por conta da escassez de chuvas. No entanto, a crise hídrica ainda permanece presente não só no território nordestino, mas em todo o país, gerando impactos inclusive para a geração de energia. Essa problemática tem sua origem na má distribuição das fontes energéticas, que resulta na falta dessa energia para a população em geral.
É relevante abordar, em primeira análise, que uma das causas da escassez de energia é a escolha do Governo em priorizar hidrelétricas como fornecedoras principais desse recurso. Todavia, a decisão das autoridades foi equivocada, haja vista que, com a crise hídrica atual, esse processo de produção energética se torna inviável. Nesse sentido, uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) serve de exemplo, visto que retrata as hidrelétricas como responsável pelo controle de 70% da energia utilizada em território verde-amarelo. Destarte, vê-se que a distribuição das fontes energéticas está desigual, trazendo prejuízos ao corpo social devido à carência de água.
Em segunda análise, como consequência do fato exposto, destaca-se a pouca quantidade de energia distribuída à população, o que faz com que haja, em casos extremos, a falta desta. Diante disso, é considerável apontar que a escassez de eletricidade se dá sobretudo nas casas de famílias pobres, não havendo, portanto, a carência desse recurso nas residências de políticos e pessoas de renome, que podem alterar esse descaso. Assim sendo, o conceito de Instituições zumbis, cunhado por Zygmunt Bauman, um renomado sociólogo contemporâneo, se encaixa perfeitamente nesse contexto, uma vez que se refere à perda da função social de algumas instituições, dentre elas o Estado. Dessa maneira, observa-se que o Governo não está cumprindo sua função social no quesito da distribuição energética, dado que não está se comprometendo a solucionar o assunto, pois as autoridades não convivem com a falta de energia no dia a dia.
Infere-se, em suma, que os impactos na geração de energia decorrem da distribuição mal feita das fontes energéticas, resultando na falta dessa energia para a comunidade brasiliana. Logo, é imperativo que o Ministério de Minas e Energia, órgão responsável por promover políticas públicas que assegurem a presença de energia nas casas de todo o Brasil, crie novas fontes energéticas, como a usina eólica e a solar, nas regiões que são próprias para a sua instalação, por meio de verbas governamentais, com o intuito de obter esse recurso de fontes variadas, e não majoritariamente das hidrelétricas. Assim, todos terão acesso à energia.