A crise hídrica brasileira e seus impactos na geração de energia
Enviada em 10/07/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a geração de energia no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico pode ocasionar tanto impactos na economia, quanto no ambiente. Diante disso, torna-se fundamental analisar seriamente os frutos dessa problemática, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que os efeitos na economia derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido falta de atuação das autoridades, constata-se que a crise hídrica contribui para o aumento da conta de energia, uma vez que 70% de toda energia utilizada pelos brasileiros são de fontes hidrelétricas, ocasionando um grande desgaste na economia. Evidentemente, observa-se, que o país é dependente de um único tipo de energia, visto que qualquer mudança pode afetar o preço, um exemplo é a falta de água. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar os impactos ambientais como impulsionador do problema. Segundo o ativista indiano, Mahatma Gandhi, a natureza pode suprir todas as necessidades do ser humano, menos a ganância. Partindo desse pressuposto, percebe-se, que mesmo a energia hidráulica ser renovável, ela não deixa de causar problemas, já que para a implantação de uma hidrelétrica, desmata-se grande área e desvia o curso do rio, por conseqüência favorece o alagamento e contribui para a destruição do habitat natural dos seres vivos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o desmatamento contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à constituição de um mundo melhor. Destarte, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério de Energia e Minas, será convertido em implantação de novas fontes de energia renováveis, como energia eólica e energia solar, para que o estado não dependa excessivamente de um único tipo de energia, que não degrada tanto o ambiente e no final não pesa tanto no bolso do consumidor. Dessa forma, o Brasil poderia superar os problemas ocasionados pela geração de energia.